| UM HOMEM... O HOMEM |
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Na sua simplicidade e retidão, Mais que um homem comum: Um celeiro de dignidade; Um dos prediletos seres de Deus.
Assim era e é aquele homem... Assim será para todo o sempre, Através das passagens e do tempo, No desempenho dos deveres seus.
Lembro-me com carinho e ternura, Da minha impetuosa adolescência... Das contendas minhas, não dele, Em que, ainda assim, me defendeu.
Ensinou-me a caminhar ereto, A respeitar os respeitáveis, A distinguir os bons dos maus, A partilhar o que acreditava meu.
De coração estreme e altivo, Alma límpida, nobre, e gestos gentis, Era grande, amigo dos amigos, O cerne do bom sentimento.
Se hoje me sinto alguém, Grande parte devo a ele... Meu maior motivo de orgulho, Mais que pai: exemplo e fomento.
De natureza pacifica e mansa: Era assim meu nobre guerreiro; Se nalgumas vezes gargalhava, Noutras se enclausurava na solidão.
Todavia, à necessidade de alguém, Estava ele lá, por inteiro, solícito; Sempre rígido com os maledicentes, E aos afáveis, todo alma e coração.
Foi meu mestre na arte da superação, E certamente teria orgulho dos meus resultados; Não pôde me ler ou tocar minhas medalhas, Mas soube, sabe ou saberá um dia.
Pois é grande meu esmero para me tornar O excelso reflexo dos seus ensinamentos; E embora eu pare as noites para descansar, Retomo reto a cada manhã que principia.
Desde aquele melancólico novembro, Em que aqui findou sua cumprida missão, Que a saudade aperta meu peito E, forte, fustiga minha lembrança.
Contudo, sou um praticante do desapego, E sem insurreição ou remorso o deixei seguir; Crédulo que num dia poderei reencontrá-lo, Na sua digna disseminação da esperança.
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