| PRISIONEIRO |
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Foto obtida no Flickr através de uma licença Creative Commons, cujo autor é M@rcopako
Aconteceu há muitos anos já, Quando um homem errava, ali e lá, Exercendo seu livre arbítrio. Padecia a dor de um amor recente, E em tal condição, carente, Buscava um bálsamo, o alívio.
Deu-se num lugar encantado, Berço de um povo educado, Um oásis na natureza. Tanto o povo que ali habitava, Quanto o verde que a tudo abraçava, Exalava vida e beleza.
Ali, várias amizades conquistou, Superando as que deixou, Nas suas longínquas e difusas andanças. Não obstante, um presente inusitado, A mulher, a amante, anjo adorado, Dali a sempre senhora das suas lembranças.
A primeira, já “falecida”, Lúgubre ilusão, logo esquecida; Enfim findavam insuportáveis dores. A nova paixão fez-se presente, Inebriando coração e mente, O maior, o mais ingente dos amores.
O corpo, altar da deusa venerada, O sexo, desvario, fêmea encantada, A mais portentosa paixão. A alma, nobre, pura divindade. A mente, intelecto, sagacidade, O cerne da admiração.
A vida seguiu seu rumo, O homem, o amante, no prumo, Dono das essenciais faculdades. A mulher, amada e seleta, Por anos prosseguiu reta, Difundindo a felicidade.
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